Os riscos do excesso do consumo de açúcar

Pode não parecer que um farelo branco e doce pode fazer tão mal para nós, mas sim, o açúcar consumido em excesso, pode trazer muitos problemas para nossa saúde. Em demasia, ele rouba nossa energia, provoca resistência à insulina, aumenta o risco de diabetes, e acelera o envelhecimento das células, além de contribuir com alguns quilos extras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcar não ultrapasse 10% do total de calorias da dieta, o que significa que em uma dieta de 2.000 calorias/dia, no máximo 200 calorias (ou 50 gramas de açúcar) podem ser consumidos por dia. Mas não é o que vemos atualmente.

Os carboidratos são sacarídeos, por isso, também são denominados açúcares. A glicose e a frutose, muito abundantes na natureza, são exemplos de monossacarídeos.

A sacarose, o açúcar branco, é um exemplo de dissacarídeo simples, pois sofreu diversos processos de refinamento e perdeu muito do seu valor nutricional, mantendo, em sua maioria, as calorias. Ele é metabolizado rapidamente dentro de nosso organismo, elevando bruscamente a glicemia sanguínea. A liberação de insulina, hormônio responsável por retirar a glicose do sangue e colocá-la para dentro da célula, também se eleva rapidamente. Alimentos que causam esse efeito são considerados de alto índice glicêmico. Eles são processados ou refinados, como a farinha branca e o arroz branco, gerando picos de glicose e insulina, o que pode tornar a pessoa resistente à insulina.

Os carboidratos complexos mantêm, em sua maioria, a estrutura original e, por conterem mais fibras alimentares, degradam mais lentamente. Essa diferença estrutural estimula maior gasto energético e reduz os picos de glicemia, além de preservar vitaminas e minerais.  Uma dieta com carboidratos simples não exige do organismo na parte digestiva e favorece o acúmulo de glicose em forma de glicogênio no fígado. O excesso de glicogênio favorece a formação de triglicerídeos que, em excesso, são estocados como gordura no órgão e no corpo.

Mas a glicose também é importante: cerca de metade da função cerebral é promovida por ela. Embora o organismo precise de níveis mínimos de glicose para que funcione adequadamente, o excesso prejudica as funções normais do cérebro, dos músculos e dos tecidos. O que pode causar falta de concentração, falhas na memória, cãibras, sonolência diurna, pressão alta, distensão abdominal, entre outros.

A ideia é consumir açúcares complexos e em pouca quantidade. O açúcar refinado é gostoso, mas pode nos causar doenças. Ficar de olho no que consumimos é muito importante. Sabermos que nada em excesso faz bem!

Fontes:
https://dietbox.blog/2015/03/03/os-riscos-do-alto-consumo-de-acucar/

https://boaforma.abril.com.br/dieta/o-que-acontece-quando-voce-reduz-o-acucar/

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