ensino médio – setembro amarelo – prevenção ao suicídio – como abordar o tema

(…) na premissa de que a disseminação adequada de informações sobre saúde mental é fundamental para o desenvolvimento de fatores protetores que levam ao bem estar e para a redução dos fatores de risco que estão associados ao surgimento e às complicações dos transtornos mentais.

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Como falar sobre suicídio com jovens sem que pareça incentivo ou  que abra gatilhos na mente dos mesmos.

Assuntos tabus são sempre levantados em questão de como se comunicar com o jovem. Entre um dos mais complicados está o assunto sempre em pauta: suicídio e saúde mental.  Para os pais e educadores, a pior parte de falar sobre o assunto é a forma de abordagem sobre, para que  isso não vire gatilho para os jovens. E se é tabu? Por que se deve falar sobre isso?

Os casos de suicídio entre crianças e adolescentes têm aumentado a cada ano que se passa. E além de todo o estresse causado por essa faixa etária, que envolve mudanças, resoluções e problemas quanto ao futuro profissional, não falar sobre o assunto também tem feito com que esse número seja ainda maior. Por isso, é fundamental que haja a conversa entre adultos, responsáveis e educadores sobre o tema, por mais desagradável que se sintam ao falar sobre isso.

Psiquiatras e psicólogos dão sugestões sobre como amenizar o assunto e falar sem fazer com que o suicídio seja promovido ou visto como algo heroico. Há a necessidade de entender o sofrimento destes jovens e analisar o fim que pode ser dado, sem que seja essa forma drástica, afinal, quem comete tal ato, não quer dar fim a vida em si, mas sim ao seu sofrimento.

Como primeiro passo para se falar sobre o suicídio deve entender sobre saúde mental, e como ela acaba agindo na mente de quem a carrega. Hoje em dia o preconceito para com alguns distúrbios são bem menores e mais compreendidos, no entanto, as maiorias dos jovens mal passam por diagnósticos e muito menos sabem explicar aquilo que está vivendo, pois, muitas vezes não tem a ajuda e o apoio dos país, sendo que temem falar sobre seus sentimentos e serem mal interpretados ou que levem rótulos diante da doença, ao minimizarem seu sofrimento.

Quando um jovem der a entender que tem pensamentos suicidas ou começa a ter atitudes estranhas e fora do comum, não ache que falar sobre irá auxiliar na consumação do fato, mas irá sim, ajudar este jovem. Eles não querem chamar a atenção, às vezes estes, só estão acentuando sobre algo que realmente sentem e precisam expor. Então, é necessário cautela ao abordar este tema com os jovens, mas deve se ter a sensibilidade para que ele se sinta bem ao conversar. Repreender ou levar o assunto como algo banal só aumentará o interesse e a curiosidade sobre, levando a pesquisas ou abertura de pensamentos com pessoas que não irão ajudar.

Por isso fale com amor, compreensão e entendimento. A maneira de conversar, pode salvar vidas.

 

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